Tratamento de esquizofrenia e auto-ajuda – Obtendo toda a ajuda que você precisa para conseguir viver com a esquizofrenia
 

Receber o diagnóstico de esquizofrenia pode ser devastador. Você pode estar sofrendo para conseguir entender com clareza, gerenciar suas emoções, se relacionar com outras pessoas novamente, ou mesmo pensar normalmente. Mas ter esquizofrenia não significa que você não pode viver uma vida plena, feliz e significativa. A recuperação é sim possível. O diagnóstico precoce e o tratamento podem prevenir complicações e melhorar sua perspectiva de vida, então, se você suspeitar de esquizofrenia, consulte um médico imediatamente. Com tratamento adequado, auto-ajuda e apoio, muitas pessoas são capazes de gerenciar seus sintomas, viver e trabalhar de forma independente, criar ótimos relacionamentos satisfatórios e desfrutar de uma vida gratificante.

Esquizofrenia: nova esperança de recuperação

Apesar do equívoco generalizado de que pessoas com esquizofrenia não têm chance de recuperação, melhoria e de viver uma vida comum, a realidade é muito mais esperançosa. Embora atualmente não haja cura para a esquizofrenia conhecida, você pode tratá-la e administrá-la com medicamentos, estratégias de auto-ajuda e terapias de suporte passados por especialistas. Uma vez que a esquizofrenia é frequentemente episódica, os períodos de remissão dos sintomas mais severos muitas vezes proporcionam uma ótima oportunidade para começar a empregar estratégias de auto-ajuda que podem limitar a duração e a frequência dos episódios futuros. O diagnóstico de esquizofrenia não é uma sentença perpétua dos seus sintomas maiores e hospitalizações. Na verdade, você tem mais controle sobre sua recuperação do que você provavelmente percebe de inicio.

A maioria das pessoas com esquizofrenia melhora com o tempo, não é piora. A cada cinco pessoas que desenvolvem esquizofrenia:

  • Um melhorará dentro de cinco anos dos sinais dos primeiros sintomas.
  • Três vão ainda melhorar, mas ainda terão momentos em que seus sintomas pioram.
  • Apenas continuará a ter sintomas problemáticos.

Esquizofrenia - Tratamentos e primeiros sintomas

O que significa recuperação de esquizofrenia?

Lidar com a esquizofrenia é um processo que vai ocorrer ao longo da vida. Isso não significa que você não experimentará mais desafios impostos pela doença ou que você sempre estará livre de sintomas. O que significa é que você está aprendendo a gerenciar seus sintomas de forma eficiente, desenvolverá o suporte que você precisa e terá uma vida satisfatória e orientada por propósitos.

Um plano de tratamento de esquizofrenia que combina remédios, serviços de suporte e terapia é a abordagem mais efetiva

Fatos encorajadores sobre a esquizofrenia

  • A esquizofrenia já é tratável. Atualmente, não há cura para a esquizofrenia, mas a doença pode ser tratada e gerenciada com sucesso, se feito corretamente. A chave é ter um sistema de suporte forte e obter o tratamento certo e auto-ajuda para suas necessidades.
  • Você pode desfrutar de uma vida cumprida e significativa.  Com o tratamento certo, a maioria das pessoas com esquizofrenia pode ter relações satisfatórias feliz, trabalhar sozinhas ou buscar outras atividades significativas, fazer parte da comunidade e aproveitar a vida.
  • Só porque você tem esquizofrenia não significa que você terá que viver no hospital. Se você está recebendo o tratamento certo e aceitando ele, é muito menos provável que experimente uma situação de crise que requer hospitalização.
  • A maioria das pessoas com esquizofrenia melhora em pouco tempo. Muitas pessoas com esquizofrenia recuperam o funcionamento normal e até se tornam autônomas. Independentemente dos desafios que você enfrente, sempre há esperança.

 

Dica 1: Envolva-se no tratamento e auto-ajuda

Quanto mais cedo você esquecer a tensão do diagnostico da esquizofrenia e começar o tratamento com um profissional experiente em saúde mental, melhor serão suas chances de ficar bem. Então, se você suspeita que você ou um ente querido está exibindo os primeiros sintomas de esquizofrenia, procure ajuda imediatamente.

O tratamento bem sucedido com esquizofrenia depende de uma combinação de fatores conhecidos. A medicação de remédios por si só não é suficiente. É importante também educar-se sobre a doença sempre, se comunicar com seus médicos e terapeutas, criar um sistema de apoio forte, tomar medidas de auto-ajuda e manter focado no seu plano de tratamento. Perseguir estratégias de auto-ajuda, como alterar sua dieta, aliviar o estresse e procurar um bom suporte social, podem não parecer ferramentas eficazes contra um transtorno tão desafiante como a esquizofrenia, mas podem ter um efeito realmente forte na frequência e gravidade dos sintomas, melhorar o jeito que você se sente, e aumentar ainda sua auto-estima. E quanto mais você fizer para ajudar a si mesmo, menos desesperado e desamparado você sentirá, e será mais provável seu médico possa reduzir sua medicação.

Enquanto o tratamento com esquizofrenia deve ser totalmente individualizado para suas necessidades específicas, você sempre deve ter uma opinião no processo de tratamento, e suas necessidades e preocupações devem ser respeitadas. O tratamento funciona melhor quando você, sua família e sua equipe médica trabalham juntos de forma clara.

Sua atitude em relação ao tratamento com esquizofrenia é importante

Aceite seu diagnóstico logo no inicio. Tão perturbador como um diagnóstico de esquizofrenia pode ser, resolver assumir um papel pró-ativo no tratamento e a auto-ajuda é crucial para sua recuperação total. Isso significa fazer mudanças saudáveis ​​no seu estilo de vida, tomar medicamentos prescritos de forma correta e participar de consultas médicas e terapêuticas.

Não compre o estigma da esquizofrenia. Muitos medos sobre a esquizofrenia não são baseados na realidade atual. Leve a sua doença a sério, mas não pense que não possa melhorar. Associe-se a pessoas que vêem além do seu diagnóstico, à pessoa que você realmente ainda é.

Comunique-se com o seu médico.  Ajude seu médico a garantir que você obtenha o tipo certo e a dosagem correta de medicação. Seja honesto e direto os efeitos colaterais sentidos, preocupações e outros problemas de tratamento que possam ocorrer.

Perseguir auto-ajuda e terapia que o ajude a gerenciar os sintomas. Não confie apenas na medicação passada. As estratégias de auto-ajuda podem ajudá-lo a gerenciar sintomas e recuperar o senso de controle total sobre sua saúde e bem-estar. A terapia de suporte pode ensinar-lhe como desafiar pensamentos delirantes, ignorar vozes na sua cabeça, proteger contra a recaída e motivar-se a perseverar com o tratamento e a auto-ajuda eficazes.

Defina e trabalhe em direção a metas de vida. Ter esquizofrenia não significa que você não pode trabalhar de forma comum, ter relacionamentos ou experimentar uma vida satisfatória. Defina objetivos de vida significativos para você além da sua doença.

Obtendo um diagnóstico

O primeiro passo para o tratamento com esquizofrenia é o diagnóstico correto e rápido. Isso nem sempre é fácil, já que os sintomas da esquizofrenia podem parecer aos causados ​​por outros problemas de saúde mental e física. Além disso, pessoas com esquizofrenia podem acreditar que nada está errado e resistir a se consultar pelo médico.

Devido a essas questões, é melhor sempre passar po um psiquiatra com experiência na identificação e tratamento da esquizofrenia, em vez de um médico de família.

Esquizofrenia - Tratamentos e primeiros sintomas

 

Dica 2: Fique ativo

Além de todos os  benefícios emocionais e físicos, o exercício regular pode até ainda ajudar a gerenciar sintomas de esquizofrenia. A menos que você esteja passando por um episódio psicótico grave, ser fisicamente ativo é algo que você pode fazer agora para melhorar seu foco, aliviar o estresse, dar-lhe mais energia para outras tarefas, ajudá-lo a dormir e fazer você se sentir mais calmo.

Você não precisa se tornar um fanático pelo fitness ou participar de uma academia pesada, mas sim encontrar uma atividade física que você aproveita e consiga fazer 30 minutos de movimento na maioria dos dias. Se for mais fácil, três sessões de 10 minutos podem ser tão eficazes quando. O exercício rítmico que envolve ambos os braços e pernas, como andar, correr, nadar ou dançar, pode ser especialmente eficazes para acalmar seu sistema nervoso como um todo. Em vez de se concentrar em seus pensamentos, tente se concentrar em como seu corpo se sente à medida que você se move de forma espontânea – como seus pés batem no chão, por exemplo, o ritmo de sua respiração ou a sensação do vento que passa em sua pele.

 

Dica 3: Procure suporte humano

Se conectando face a face com os outros humanos é a maneira mais eficaz para acalmar seu sistema nervoso e aliviar o estresse sentido. Como o estresse pode desencadear a psicose e ajudar piorar os sintomas da esquizofrenia, é extremamente importante mantê-lo no controle. Encontre alguém com quem você possa se conectar cara a cara, em uma base de tempo regular – alguém com quem você possa trocar uma ideia por um período de tempo ininterrupto que o ouvirá sem te julgar, criticar ou distrair-se continuamente.

Além de ajudar a eliminar o estresse, ter o apoio de outros pode fazer uma grande diferença nas perspectivas de esquizofrenia. Quando as pessoas que se preocupam com você estão envolvidas no seu tratamento e se preocupam, é mais provável que você obtenha independência e evite a recaída.

Formas de encontrar suporte
Se volte para amigos confiáveis ​​e familiares. Seus entes queridos podem ajudá-lo a fazer o tratamento certo, manter seus sintomas sob controle e ajudar na sua comunidade. Pergunte aos entes queridos, se você pode chamá-los em caso de necessidade. A maioria das pessoas ficará lisonjeada com seu pedido de suporte.
Fique envolvido. Se você conseguir continuar o trabalho ou os estudos, faça isso. Caso contrário, tenha uma nova paixão, cultive um novo hobby ou se ofereça para ajudar outras pessoas com outros problemas, animais ou causas importantes para você. Além de mantê-lo conectado, ter contato com os outros pode dar-lhe uma sensação de propósito e aumentar a sua auto-estima.
Conheça novas pessoas. Participar de um grupo de apoio à esquizofrenia irá ajudá-lo a conhecer outras pessoas que lidam com os mesmos desafios e aprender importantes dicas de enfrentamento da doença. Ou envolver-se com uma igreja, clube ou outra organização local.
Aproveite os serviços de suporte em sua área. Questione ao seu médico ou terapeuta sobre os serviços disponíveis na sua área, entre em contato com hospitais e clínicas de saúde mental.
Encontre um ambiente de apoio. As pessoas com esquizofrenia muitas vezes se sentem melhores quando são capazes de permanecer em casa, cercadas por  familiares de apoio e ajuda. Se essa não é uma opção viável no seu caso, muitas comunidades oferecem instalações residenciais e de tratamento. Procure por um ambiente vivo que seja estável, faça com que você se sinta seguro, e que permitirá que você siga seus planos de tratamento e auto-ajuda.

 

Dica 4: Procure gerenciar o estresse

O estresse normal da vida já pode ser considerado emocionalmente desafiador. Níveis elevados de estresse também aumentam a produção do corpo do hormônio cortisol, que pode ajudar a desencadear episódios psicóticos. Além de exercitar e sempre ficar socialmente conectado, há muitos passos que você pode tomar para reduzir seus níveis de estresse:

Conheça seus limites, em casa como no trabalho ou na escola. Não pegue mais pesado do que você pode lidar e dê tempo para si mesmo se se sentir sobrecarregado.

Use técnicas de relaxamento para aliviar o estresse diariamente.  Técnicas como meditação de atenção plena, respiração profunda ou relaxamento muscular progressivo podem eliminar o estresse e trazer sua mente e seu corpo de volta ao estado de equilíbrio.

Procure gerenciar suas emoções. Entender e aceitar emoções – especialmente aqueles desagradáveis ​​que a maioria de nós tenta ignorar as vezes – pode fazer uma grande diferença na sua capacidade de gerenciar o estresse, equilibrar seu humor e conseguir manter o controle de sua vida.

 

Dica 5: Cuide-se

Fazer mudanças simples no estilo de vida pode ter um enorme impacto na maneira como você se sente, bem como seus sintomas.

Tente dormir bastante. Quando você está com medicação, você provavelmente precisa de  mais sono do que o padrão estipulado de 8 horas. Muitas pessoas com esquizofrenia têm problemas para dormir, mas fazer exercícios regulares, reduzir o açúcar na sua dieta e evitar a cafeína pode ajudar a ter uma noite mais relaxante.

Evite álcool e outras drogas. Pode ser tentador tentar auto-medicar os sintomas da esquizofrenia com algumas drogas e álcool. Mas o abuso de substâncias irá complicar o tratamento para a esquizofrenia, só piorando os sintomas. Se você tiver um problema de abuso de substância, procure ajuda médica.

Coma uma dieta saudável e de forma equilibrada. Comer refeições regulares e nutritivas pode ajudar a evitar psicose e outros sintomas de esquizofrenia provocados por alterações substanciais nos níveis de açúcar presentes no sangue. Minimize o açúcar e os carboidratos refinados, alimentos que levam rapidamente a um pico de energia. Aumente a ingestão de ácidos graxos ômega-3 através de peixes gordurosos, óleo de peixe, nozes e sementes de linhaça para ajudar a melhorar o foco, diminuir a fadiga e equilibrar seu humor.

 

Dica 6: Compreender o papel dos remédios

Se você foi diagnosticado com esquizofrenia, você certamente receberá uma medicação antipsicótica. Mas é importante entender que a medicação é apenas um componente do tratamento completo para esquizofrenia.

A medicação não é uma cura para a esquizofrenia e só trata alguns dos seus sintomas. Medicação antipsicótica reduz sintomas psicóticos como alucinações, delírios, paranóia e ainda os pensamentos desordenados. Mas é muito menos útil para o tratamento de alguns sintomas de esquizofrenia, como evitar contato social, falta de motivação e falta de expressividade emocional.

Você não deve ter que suportar efeitos secundários incapacitantes. A medicação de esquizofrenia pode ter efeitos colaterais muito desagradáveis na vida do paciente, como sonolência, falta de energia, movimentos incontroláveis, ganho de peso e disfunção sexual. Sua qualidade de vida é importante nesse momento, então fale com seu médico se você for incomodado por efeitos colaterais.

Nunca reduza ou pare a medicação por conta própria. As mudanças de dosagem repentinas ou não supervisionadas são perigosas e podem desencadear uma recaída de esquizofrenia ou outras complicações adjacentes. Se você está tendo problemas com sua medicação ou sente que não precisa tomá-la, fale com seu médico ou com outra pessoa em que confia.

Tipos de medicamentos para esquizofrenia
Antipsicóticos típicos
Os dois principais grupos de remédios utilizados para o tratamento da esquizofrenia são os medicamentos antipsicóticos mais antigos ou “típicos” e os novos medicamentos antipsicóticos “atípicos”.

Os antipsicóticos típicos são os remédios mais antigos e têm um histórico bem sucedido no tratamento de alucinações, paranóia e outros sintomas psicóticos típicos. No entanto, eles são prescritos com menos frequência atualmente devido a efeitos colaterais neurológicos, conhecidos como sintomas extrapiramidais, que incluem:

  • Inquietude e ritmo acelerado
  • Movimentos extremamente lentos
  • Tremores dos membros
  • Dureza muscular dolorosa
  • Paralisia tem orária corporal
  • Espasmos musculares (geralmente no pescoço, olhos ou tronco)
  • Alterações na respiração e frequência cardíaca

Risco de discinesia tardia

Quando os antipsicóticos típicos são usados a longo prazo para tratamento de esquizofrenia, existe o risco de desenvolver discinesia tardia. Isso pode causar tiques faciais involuntários, geralmente da língua e da boca, ou movimentos musculares aleatórios, descontrolados das mãos, pés, membros ou tronco. De acordo com a Aliança Nacional de Doença Mental, o risco de desenvolver discinesia tardia com os antipsicóticos típicos é de 5% ao ano.

Antipsicóticos atípicos
Enquanto novos medicamentos conhecidos como antipsicóticos atípicos produzem muitos menos sintomas extrapiramidais, eles têm efeitos colaterais que muitos acham ainda mais angustiante e que podem limitar a vida. Esses incluem:

  • Perda de motivação
  • Sonolência pesada
  • Sensação de sedação
  • Ganho de peso
  • Disfunção sexual
  • Nervosismo

Se você for incomodado com os efeitos colaterais da medicação de esquizofrenia, seu médico poderá diminuir os efeitos colaterais, trocando o seu remédio por outro medicamento ou reduzindo sua dose. Às vezes, se você não responder bem à medicação, seu médico pode considerar a terapia eletroconvulsiva (ECT), que hoje é indolor e muito mais eficaz do que no passado.

Encontrando a medicação certa para tratamento de esquizofrenia

Uma vez que muitas pessoas com esquizofrenia irá precisar de medicação por longos períodos de tempo – às vezes para a vida – o objetivo é encontrar um regime de medicação que mantenha os sintomas sob controle com o menor número de efeitos colaterais possiveis, usando a menor dose possível.

Esquizofrenia - Tratamentos e primeiros sintomas

Os antipsicóticos afetam as pessoas de forma diferente. É impossível conhecer antecipadamente o quão útil será um antipsicótico particular, qual a dose será a mais efetiva ou quais efeitos colaterais ocorrerão.

Encontrar o medicamento e a dosagem adequados é um processo de tentativa e erro. Enquanto a medicação não deve ser usada à custa da sua qualidade de vida, seja paciente com o processo e discuta quaisquer preocupações com o seu médico sempre.

Leva algum tempo para que os medicamentos antipsicóticos tenham pleno efeito. Alguns sintomas podem responder à medicação em poucos dias, enquanto outros levam semanas ou mesmo meses – outra razão pela qual é importante buscar outras vias de tratamento também. Em geral, a maioria das pessoas vê uma melhora significativa em sua esquizofrenia dentro de apenas seis semanas – caso contrário, seu médico pode alterar a dose ou tentar outro medicamento.

Gráfico de medicamentos comuns para o tratamento da esquizofrenia
Antipsicóticos típicos (da 1ª geração)Antipsicóticos atípicos (da 2ª geração)
  • Clorpromazina
  • Flufenazina
  • Haloperidol
  • Loxapina
  • Molindona
  • Perfenazina
  • Thioridazina
  • Trifluoperazina
  • Aripiprazole
  • Clozapina
  • Iloperidone
  • Olanzapina
  • Paliperidona
  • Quetiapina
  • Risperidona
  • Ziprasidona
  • Asenapina
  • Brexpiprazola
  • Cariprazina
  • Lurasidona

Diagnóstico mais comum

O diagnóstico de esquizofrenia implica também excluir outros transtornos de saúde mental e determinar que os sintomas não são devidos a abuso de substâncias, medicação ou condição médica pre-éxistente. Determinar um diagnóstico de esquizofrenia pode incluir (mas não se limita a):

  • Exame físico. Isso pode ser feito para ajudar a excluir outros problemas que podem estar causando sintomas e verificar quaisquer complicações relacionadas.
  • Testes e exames. Estes podem incluir testes que ajudem a eliminar condições com sintomas semelhantes e triagem de álcool e drogas. O médico também pode requerer estudos de imagem, como uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
  • Avaliação psiquiátrica. Um médico ou profissional de saúde mental analisa o estado mental observando aparência e comportamento e questionando sobre pensamentos, estados de espírito, delírios, alucinações, uso de substâncias e potencial de violência ou suicídio. Isso também inclui uma conversa sobre história familiar e pessoal.
  • Critérios diagnósticos para esquizofrenia. Um médico ou profissional de saúde mental pode adotar os critérios no Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-5), publicado pela American Psychiatric Association.

Tratamento mais utilizado

A esquizofrenia irá requerer um tratamento vitalício, mesmo quando os sintomas diminuíram. O tratamento com medicamentos e a terapia psicossocial podem ajudar a gerenciar a condição. Em alguns casos, a hospitalização pode ser necessária por um tempo.

Um psiquiatra com experiencia no tratamento da esquizofrenia geralmente irá orienta o tratamento. A equipe de tratamento também pode incluir um psicólogo, assistente social, enfermeira psiquiátrica e ainda um gerente de casos para coordenar os cuidados. A abordagem da equipe completa pode ser disponível em clínicas com experiência em tratamento de esquizofrenia.

Medicamentos

Os medicamentos são necessários para o tratamento da esquizofrenia, e os medicamentos antipsicóticos são os medicamentos mais comumente receitados. Eles são pensados ​​para gerenciar os sintomas afetando o neurotransmissor do cérebro dopamina.

O objetivo do tratamento com medicamentos antipsicóticos é gerenciar eficazmente os sinais e sintomas com a menor dose possível. O psiquiatra pode tentar usar diferentes drogas, diferentes doses ou combinações ao longo do tempo para alcançar o resultado desejado. Outros medicamentos também podem ser de grande ajuda, como antidepressivos ou drogas anti-ansiedade. Pode demorar várias semanas para se notar uma melhora nos sintomas.

Como os medicamentos para a esquizofrenia podem causar efeitos colaterais sérios, as pessoas com esquizofrenia podem estar relutantes em tomá-las. A disposição para cooperar com o tratamento pode afetar a escolha da droga pelo seu médico. Por exemplo, alguém que é resistente a tomar remédios de forma consistente, pode precisar receber injeções em vez de tomar uma pílula.

Pergunte ao seu médico sobre os benefícios e também os efeitos colaterais de qualquer medicamento prescrito.

Antipsicóticos de segunda geração

Esquizofrenia - Tratamentos e primeiros sintomas

Esses medicamentos mais recentes e de segunda geração são geralmente preferidos porque apresentam um menor risco de efeitos colaterais sérios do que os antipsicóticos de primeira geração. Os antipsicóticos de segunda geração incluem:

  • Aripiprazole
  • Asenapina
  • Brexpiprazole
  • Cariprazina
  • Clozapina
  • Iloperidone
  • Lurasidona
  • Olanzapina
  • Paliperidona
  • Quetiapina
  • Risperidona
  • Ziprasidona

Antipsicóticos de primeira geração

Esses antipsicóticos de primeira geração têm efeitos colaterais neurológicos frequentes e muitas vezes potencialmente significativos, incluindo a possibilidade de desenvolver um distúrbio do movimento (discinesia tardia) que pode ou não ser reversível com tratamento. Os antipsicóticos de primeira geração incluem:

  • Clorpromazina
  • Flufenazina
  • Haloperidol
  • Perfenazina

Estes antipsicóticos são frequentemente mais baratos do que os antipsicóticos de segunda geração, especialmente as suas novas versões genéricas, que podem ser uma consideração importante quando o tratamento a longo prazo é necessário.

Intervenções psicossociais

Uma vez que a psicose diminue, além de continuar com os remédios, as intervenções psicológicas e sociais (psicossociais) são importantes também. Estes podem incluir:

  • Terapia individual. A psicoterapia pode ajudar a normalizar os padrões de pensamento. Além disso, aprender a lidar com o estresse e identificar os sinais de alerta precoce de recaída pode assistir as pessoas com esquizofrenia a gerenciar sua doença.
  • Treinamento de habilidades sociais. Isso se concentra em melhorar a comunicação e as interações sociais e otimizar a capacidade de participar das atividades diárias.
  • Terapia familiar. Isso proporciona apoio e educação às famílias que estão agora lidando com a esquizofrenia.
  • Reabilitação vocacional e emprego apoiado. Isso se concentra em ajudar pessoas com esquizofrenia a se preparar, ser admitido e manter empregos.

A maioria das pessoas com esquizofrenia irá requer alguma forma de suporte diário. Muitas comunidades têm programas para ajudar as pessoas com esquizofrenia com empregos, habitação, grupos de auto-ajuda e situações de crise especificos. Um gerente de caso ou alguém na equipe de tratamento pode ajudar a encontrar recursos. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com esquizofrenia pode gerenciar sua doença e levar uma vida saúdavel.

Hospitalização

Durante alguns períodos de crise ou tempos de sintomas graves, a hospitalização pode ser necessária para garantir segurança, nutrição adequada, sono adequado e higiene básica.

Terapia eletroconvulsiva

Para adultos com esquizofrenia que não responderam bem à terapia medicamentosa, a terapia eletroconvulsiva (ECT) pode ser considerada. ECT pode ser útil para alguém que também tenha depressão juntamente.

Lidar e apoiar

Lidar com um transtorno mental tão grave quanto a esquizofrenia pode ser desafiador para todos os envolvidos, tanto para a pessoa com a condição como para amigos e familiares. Aqui estão algumas maneiras de lidar:

  • Saiba mais sobre a esquizofrenia. A educação sobre o transtorno pode ajudar a motivar a pessoa com a doença a manter o plano de tratamento sendo eficaz. A educação pode ajudar amigos e familiares a entender o transtorno e ser mais compassivos com os pacientes.
  • Junte-se a um grupo de suporte. Grupos de apoio para pessoas com esquizofrenia iram ajudá-los a alcançar outros que enfrentam desafios semelhantes. Grupos de apoio também podem ajudar familiares e amigos a lidar com essa doença.
  • Fique focado em metas. O gerenciamento da esquizofrenia é um processo contínuo, para toda a vida. Manter os objetivos de tratamento em mente pode ajudar a pessoa com esquizofrenia a permanecer motivada e esperançosa. Ajude o seu amado a se lembrar de assumir a responsabilidade de gerenciar a doença e trabalhar em direção a metas.
  • Pergunte sobre assistência em serviços sociais extras. Esses serviços podem ser capazes de ajudar com habitação a preços acessíveis, transporte e outras atividades diárias.
  • Aprenda relaxamento e gerenciamento de estresse. A pessoa com esquizofrenia e entes queridos pode se beneficiar de técnicas de redução do estresse já bem conhecidas, como meditação, yoga ou tai chi.

Preparando-se para sua consulta

Se você está procurando ajuda para alguém com esquizofrenia, você pode começar por consultar seu médico de família ou profissional de saúde sozinho. No entanto, em alguns casos, quando você convoca uma internação, você pode ser encaminhado imediatamente para um psiquiatra.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here